A designação adveio-lhe da orografia do lugar. Segundo o deão Gonçalves
Andrade, a localidade "forma como um vale debaixo de altas rochas, junto
ao mar, donde lhe vem o nome."
Um dos mais antigos povoadores, o
sesmeiro João Anes do Couto aqui possuiu terras de sesmaria. Fundou a
Capela de Santo Amaro, antiga sede paroquial.
O mar ofereceu a esta freguesia um rico manancial. A abundância em peixe,
sobretudo o migratório, fez aparecer nesta freguesia, em 1912, a indústria
da conserva de atum para exportação. Ainda hoje testemunha o facto a
chaminé da antiga fábrica.