Começou o Jardim do Mar por ser um curato dependente dos Prazeres ou do
Paul, parecendo que primeiramente foi curato filial dos Prazeres e depois
do Paul do Mar, datando a sua criação do segundo quartel do século XVIII.
É uma fajã de formação desconhecida e provavelmente anterior à descoberta da
Ilha. A beleza do local, outrora manto de flores silvestres, estará na origem
do nome e reflecte-se em outros topónimos como o Sítio das Roseiras.
À beira-mar, onde outrora existiu uma Fonte, as ruínas do antigo engenho
deste morgadio, com azulejos que serviram de revestimento aos tanques, são
prova da riqueza açucareira da freguesia. Marcas simbólicas do passado são
também algumas chaminés prismáticas e o casario que rodeia a Igreja N. S.
do Rosário.
Emoldurada pelo mar e constrangida pela rocha (onde parece
terminar abruptamente), a freguesia preserva o sossego e a quietude
seculares, espalhados no tipicismo das suas ruelas estreitas e no casario
baixo, no geral de traça antiga, onde as chaminés ganham dimensão
decorativa digna de nota pela variedade das suas formas.
Esta freguesia tem por limite as freguesias do Paul do Mar, Prazeres e
Estreito da Calheta.